BÍBLIA E DEFICIÊNCIA
O texto começa com uma informação muito importante do ponto de vista da relação bíblia e deficiência: “ Esse princípio [a proibição de Levítico 21,18], porém, não volta em nenhuma outra passagem — quer do Primeiro, quer do Segundo Testamento ”; o que é fundamental para evitar qualquer tentativa de instrumentalização para além daquelas que já foram feitas pela tradição Romana, lembrado pelo autor no direito Canônico. Do ponto de vista do Primeiro Testamento, Prado lembra alguns fragmentos que evidenciam a exigência de respeito à dignidade da pessoa com qualquer deficiência, como Lv 19,14 e Dt 27,18. Embora a intenção de Prado seja “salvar os textos bíblicos”, sabemos muito bem que uma distinção tão radical em Letítico 19 e 21 se dá pelos diversos locais de fala presentes nos textos sagrados. Ainda comentando o Primeiro Testamento, Prado tenta mostrar existe dois tipos de deficiência: uma real e uma simbólica; isso porque ele tenta mostrar que qualquer negatividade da deficiência ...
